Na nossa clínica, o protocolo de BERA/PEATE inclui, em todas as crianças, tanto a avaliação com
estímulo clique quanto a avaliação por frequência específica. Esse é um diferencial do nosso protocolo:
não realizamos apenas o BERA/PEATE com clique. Os dois procedimentos fazem parte da avaliação
porque fornecem informações diferentes e complementares sobre a audição da criança.
O BERA/PEATE com estímulo clique fornece informações importantes sobre a integridade e a condução
do estímulo ao longo da via auditiva até o tronco encefálico. Entretanto, o clique isoladamente não permite
estimar de forma detalhada a audição em diferentes regiões de frequência.
O BERA/PEATE por frequência específica, realizado com estímulos específicos, como por exemplo o tone
burst, permite estimar a resposta auditiva em diferentes faixas de frequência, fornecendo informações
sobre sons graves, médios e agudos.
Não necessariamente. O BERA/PEATE registra respostas elétricas muito pequenas da via auditiva, que
podem ser encobertas por movimentos, tensão muscular e outras interferências.
Na nossa clínica o exame é realizado sem sedação sempre que possível, preferencialmente durante o
sono natural. Crianças podem ser avaliadas acordadas, desde que permaneçam suficientemente calmas
e quietas para que sejam obtidos registros confiáveis.
Utilizamos tecnologia com recursos de processamento de sinal e filtros que auxiliam na redução dos
efeitos dos artefatos durante o exame.
Mesmo com esses recursos, algumas condições precisam ser respeitadas e, em situações específicas, o
exame pode precisar ser complementado ou reagendado. A sedação ou anestesia continuam sendo
necessárias em determinados casos e, quando indicadas, devem ser realizadas por equipe médica
habilitada, em ambiente apropriado e com monitoramento adequado.
Em muitos casos, é possível realizar o BERA/PEATE sem sedação, desde que sejam obtidas condições
adequadas para um registro confiável.
Na nossa clínica priorizamos o sono natural e outras estratégias que permitam realizar o exame sem
sedação sempre que possível. A necessidade de sedação deve ser avaliada individualmente,
considerando a idade da criança, sua capacidade de permanecer tranquila e a qualidade dos registros
obtidos.
O sono natural costuma oferecer as melhores condições para a realização do exame, especialmente em
bebês e crianças pequenas. No entanto, se a criança estiver acordada, mas permanecer calma e
suficientemente quieta, pode ser possível continuar a avaliação.
Utilizamos um equipamento com tecnologia de processamento de sinal desenvolvida para auxiliar na
obtenção dos registros mesmo em situações clínicas mais desafiadoras, como em crianças pequenas ou
com dificuldade para permanecer completamente imóveis.
Durante o exame, também podem ser realizadas pausas para alimentação, troca de fralda ou para que a
criança se acalme.
Mesmo com toda a tecnologia disponível, a qualidade do registro precisa ser preservada. Em algumas
situações, parte da avaliação pode precisar ser complementada ou reagendada. Em determinados casos,
a sedação ou a anestesia podem ser necessárias e, quando indicadas, devem ser realizadas por equipe
médica habilitada, em ambiente apropriado e com monitoramento adequado.
Durante o procedimento, após a limpeza da pele, são aplicados eletrodos descartáveis, que registram a
respostas elétricas gerada pelas vias auditivas em resposta aos sons apresentados pelos fones. O exame
é objetivo, ou seja,não depende de uma resposta voluntária da criança.
Não. O BERA/PEATE é um exame indolor, não invasivo e objetivo. Na clínica, a avaliação é realizada
com o objetivo de proporcionar conforto e segurança para bebês e crianças pequenas.
Não. O BERA/PEATE é um exame utilizado para avaliar objetivamente o sistema auditivo e não deve ser
utilizado para diagnosticar o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Crianças com suspeita ou diagnóstico de TEA, atraso no desenvolvimento da fala ou dificuldades de
comunicação podem apresentar respostas inconsistentes aos sons e, em alguns casos, não conseguem
responder de forma suficientemente confiável aos exames auditivos comportamentais.
Nessas situações, o BERA/PEATE pode ser indicado para obter informações objetivas sobre a audição da
criança, sem depender de uma resposta voluntária ao som. Quando realizado por frequência específica,
permite estimar a sensibilidade auditiva em diferentes faixas de frequência e contribuir para confirmar ou
excluir a presença de perda auditiva.
A avaliação da audição é especialmente importante porque alterações auditivas podem coexistir com o
TEA e alguns sinais, como não responder quando chamada pelo nome, atraso de fala ou pouca resposta
aos sons, podem ocorrer tanto em crianças com alterações auditivas quanto em crianças com alterações
do desenvolvimento.
Na pesquisa de doutorado da Dra. Andreia Lot, realizada com crianças pequenas com e sem TEA, não
foram observadas diferenças significativas nos resultados do BERA/PEATE entre o grupo de crianças
com TEA e o grupo de crianças sem TEA. Esses achados reforçam que, nessa população, o papel clínico
do exame é avaliar objetivamente a audição da criança, e não diagnosticar o TEA.A avaliação auditiva
infantil é sempre igual para todas as crianças?
Não. A avaliação é individualizada de acordo com a idade cronológica, o desenvolvimento, as habilidades
motoras e cognitivas, as condições clínicas e a capacidade de participação de cada criança. Podem ser
utilizados métodos comportamentais, fisiológicos e eletrofisiológicos, de acordo com a necessidade de
cada caso.
Quando uma criança apresenta atraso de fala, uma das primeiras perguntas deve ser: ela está ouvindo
bem?
Uma alteração auditiva pode interferir no desenvolvimento da fala e da linguagem. Nesses casos, o
BERA/PEATE pode ser indicado para investigar de forma objetiva se existe uma perda auditiva que possa
estar contribuindo para esse atraso.
Mesmo crianças que escutam a televisão ou respondem quando são chamadas podem apresentar
alterações auditivas. Por isso, é importante ter certeza de que a audição está adequada.
Avaliar a audição diante de atrasos de fala e linguagem deve ser um dos primeiros passos da
investigação.
Porque nenhum exame isolado avalia todos os componentes do sistema auditivo. A avaliação audiológica
infantil deve integrar diferentes informações e seguir o princípio do cross-check, ou verificação cruzada,
em que um resultado confirma e complementa o outro.
A avaliação pode ser recomendada quando a criança não passou no Teste da Orelhinha ou no reteste;
apresenta indicadores de risco para perda auditiva; tem atraso no desenvolvimento da fala ou da
linguagem; não responde ao nome ou responde de maneira inconsistente aos sons; apresenta dificuldade
para compreender comandos; há suspeita ou dúvida sobre a audição; ocorrem infecções de ouvido
recorrentes; existe histórico familiar de perda auditiva na infância; há condição genética, neurológica ou do
desenvolvimento associada a maior risco auditivo, por exemplo.
Sim. A imitanciometria pode ser realizada em bebês. Durante o exame, uma sonda flexível é posicionada
na orelha e são apresentados sons e pequenas variações de pressão. Para cada faixa etária, a clínica
utiliza configurações específicas do equipamento; para bebês de até seis meses, a utilização
recomendada da sonda é a de 1.000 Hz.
Crianças pequenas podem perder o interesse, apresentar cansaço, não aceitar os fones ou não completar
todos os procedimentos em uma única consulta. Nesses casos, a avaliação pode precisar ser concluída
em mais de uma sessão.
A Avaliação do Processamento Auditivo Central investiga como o cérebro recebe, organiza e interpreta as
informações sonoras. Ela permite identificar quais habilidades auditivas estão preservadas e quais
apresentam alterações, auxiliando no diagnóstico e no planejamento da intervenção.
A avaliação pode ser indicada quando a pessoa apresenta dificuldades para compreender a fala e
interpretar informações sonoras no dia a dia, especialmente em ambientes ruidosos, mesmo quando a
audição está normal nos exames convencionais.
Alguns sinais de alerta incluem pedir frequentemente para repetir o que foi dito, dificuldade para seguir
instruções orais, compreender conversas em grupo, memorizar informações apresentadas verbalmente ou
localizar a origem dos sons.
Recomenda-se que a avaliação seja realizada após os 7 anos de idade, quando as habilidades auditivas
centrais estão mais desenvolvidas e os resultados tendem a ser mais consistentes e confiáveis.
Antes da avaliação do processamento auditivo, é indispensável verificar o funcionamento do sistema
auditivo periférico por meio da avaliação audiológica básica, que inclui exames como audiometria tonal,
logoaudiometria e imitanciometria.
Não. O atendimento é particular. A Clínica Andreia Lot não trabalha diretamente com convênios médicos,
mas oferece recibo para que o paciente possa solicitar reembolso de acordo com as regras do seu plano.
Não trabalhamos com convênios médicos, mas oferecemos recibo para reembolso.

Conteúdo escrito e revisado por Andreia Lot - CRFa/SP 2109-6
Fonoaudióloga, especialista em Audiologia Clínica. Mestre em Ciências pela UNIFESP/EPM e Doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Atua há mais de 25 anos em avaliação auditiva e possui ampla experiência na realização e interpretação do PEATE/BERA em bebês e crianças, incluindo avaliações realizadas sem sedação sempre que as condições clínicas e de registro permitem.
Última revisão: setembro de 2026
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